segunda-feira, 25 de julho de 2011

Inspiração na madrugada.

Sinto areia nos pés, o cheiro salubre, o vento nos cabelos e vejo a maré ao longe. Mas sei que com o tempo (que está passando desesperadamente rápido) a maré me alcança. Sinto a água chegando aos pés e me acordando para a vida, que está aí, e está passando. Que não espera. E então a onda vem, destruindo cada lembrança, principalmente as que julgo agora desnecessárias. A onda vem derrubando cada sentimento de tristeza, acabando com a esperança  de que os telefones finalmente toquem. Talvez a maré até me esmague um pouco, mas deixa essa parte para o vento que leva embora, pouco a pouco, cada centímetro teu existente em mim. Só por favor, vento, não erga dunas de saudade.

Tânia F.

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